Posts Tagged ‘escrachos’

As Lutas Seguem até as Vitórias – Agenda

janeiro 20, 2010
Quinta (amanhã) 21/1:
– Oficinão no DCE UnB durante o dia todo – atividades para o Bloco de carnaval Fora Arruda
– Ato em frente à CLDF (Sessão da CPI da Pizza de Panetone começa às 14h)
Sexta 22/1:
– Ações diretas
– Oficinão no DCE UnB durante o dia todo [para a galera ir a hora que puder] – construção das paradas para o Bloco de carnaval Fora Arruda
– Concentração às 18h na Zumbi dos Palmares em frente ao CONIC / 18:30h Reunião no SINDMETRÔ – Moradia Ambiental para Moradores de Baixa Renda.
Sábado 23/1:
– Reunião de manhã em Taguatinga no Motirõ (corrigindo: Espaço Tempo Eco Arte, próximo ao Motirõ, no Mercado Sul de Taguá).
– Reunião 14h do Fora Arruda, concentração na Praça Zumbi dos Palmares (Conic)
Domingo 24/1:
– 14h Escracho na casa dos corruptos e corruptas, concentração na Praça Zumbi dos Palmares (Conic) e depois saída em carreata.
Ajude divulgando em todos os meios de comunicação que tiver acesso e venha para a luta!
E na próxima semana tem mais protestos contra o setor Noroeste-Faroeste como o ocorrido na última segunda-feira.

Ambientalistas protestam contra empreendimento imobiliário no Setor Noroeste-Faroeste

janeiro 19, 2010

Artigo por André Louvem Shalders para o Sindicato dos Bancários do DF.

Um grupo formado por estudantes, ambientalistas e militantes de movimentos sociais realizou na segunda (18) um protesto contra a construção do novo bairro de alto luxo de Brasília, o Setor Noroeste [Faroeste]. A concentração dos manifestantes começou às 11h em frente à central de vendas do Setor Noroeste, na 208 norte. Por volta de meio dia havia cerca de 50 pessoas na manifestação. Um grupo de ativistas trouxe algumas sacolas de refugo de uma feira próxima. Às 12h 30 os vegetais podres e os ovos começaram a voar contra as paredes do luxuoso stand de vendas. Faixas que anunciavam apartamentos no novo bairro foram recolhidas pela cidade e queimadas em frente ao stand.

Um pouco antes das 13h, o grupo se dirigiu em carreata ao canteiro de obras do Setor Noroeste. Lá, os manifestantes se dividiram em grupos e pararam várias das máquinas que faziam o trabalho de devastar a área de cerrado virgem da Reserva do Bananal. Dentro da área da reserva, existem 58 hectares que são considerados legalmente como zonas intangíveis, ou seja, que não poderiam sofrer qualquer tipo de alteração. Quatro desses 58 hectares já foram devastados, apesar da decisão da Justiça Federal, no dia 24/11 de 2009 de que todas as intervenções da Terracap na área da Reserva fossem suspensas. A empresa Basevi, que executou a destruição, foi multada em apenas 250 mil reais.

“A destruição do cerrado na área do Setor Noroeste trará graves problemas para o abastecimento de água em Brasília. A impermeabilização do solo, por conta das construções, prejudicará a função da área de recarga de um aqüífero que existe ali sob o solo. Além disso, o bairro acabará por sobrecarregar as estações de tratamento de esgoto, (ETE’s) que atualmente desembocam no Lago Paranoá”, sustenta a bióloga e ambientalista Denise Paiva, presente no protesto. Ambientalistas apontam ainda que a remoção da cobertura vegetal contribuirá para o aumento do processo de assoreamento da Bacia Hidrográfica do rio Paranoá.

Além dos impactos ambientais e urbanísticos (como a piora do trânsito em toda a Asa Norte), a construção do Noroeste pressiona as etnias indígenas que ali vivem em torno no Santuário dos Pajés, local considerado sagrado por eles. O cacique Korubo, considerado uma liderança espiritual do Santuário, passou nove meses desaparecido, fugindo das ameaças de morte feitas por pistoleiros, que segundo ele, eram contratados pela Terracap. Korubo voltou ao santuário apenas no dia 4 de janeiro de 2010. A casa do índio Towê, próxima ao Santuário, foi alvo de um incêndio (apontado por laudo da PF como criminoso) no dia 30 de março de 2009.