Posts Tagged ‘Setor Noroeste-Faroeste’

Ya Cayó!Ya Cayó! El P.O. Ya Cayó!

fevereiro 23, 2010

Paulo Octávio não resistiu nem numa banda nem na outra. Às 15h enviou carta de desfiliação ao DEM (que fica com mais essa vergonha de não ter expulsado NINGUÉM envolvido no escândalo mais escancarado da História do país) e pouco mais de uma hora depois sua carta de renúncia seguia para ser lida no Plenário da Casa dos Horrores Câmara Legislativa do Distrito Federal.

Foto: Janine Moraes/Esp. CB/D.A. Press

Agora, esse gente boa aí da foto não é bobo. Nem nós! A sua saída do governo e mesmo o seu aparente abandono das eleições de 2010 não pode deixá-lo impune quanto aos seus crimes, que são muitos e documentados e, principalmente, não pode permitir que continue agindo mafiosamente nos subterrâneos, nas cidades, nos parques, nas matas, na História e nos horizontes do Distrito Federal e do Brasil.

Vaza PO. De Brasília.

E devolve tudo o que é nosso.

Ps: Wilson Lima, Nem Pense!

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Tarde de luta contra Paulo Octávio, Noroeste e a máfia imobiliária

fevereiro 22, 2010

A tarde foi cheia para os militantes do Movimento Fora Arruda e Toda Máfia. Por volta das 14h deste domingo (21/02), Algumas pessoas começaram a se reunir em frente à “Central de vendas” do Noroeste, na 208 sul, com a intenção de fazer um protesto contra o bairro genocida e antiecológico do empresário, fraudador e governador interino do DF, Paulo Octávio.

Os primeiros manifestantes a chegar foram ao mercadinho OBA, numa quadra próxima, onde buscaram verduras e legumes refugados que seriam atirados mais tarde contra o suntuoso Stand. “Estamos pegando os legumes para um trabalho acadêmico”, respondeu um dos militantes quando perguntado pelo gerente do estabelecimento sobre a finalidade dos refugos.

Assim, pouco antes das 15h, cerca de 40 pessoas começaram o protesto contra o Stand. É a segunda vez que este tipo de ação é realizada no local, e tem entre seus efeitos positivos o de afastar, nem que seja por uma tarde, os abonados compradores. “Eu não sou otário, o Paulo Octávio também rouba pra *aralho!” e “Noroeste, Faroeste!” foram algumas das palavras de ordem gritadas pelos manifestantes.

Leia aqui sobre a primeira manifestação em frente ao Stand.

Além dos refugos e ovos voando e das tradicionais palavras de ordem, a manifestação inovou mais uma vez. Alguns militantes trouxeram corante vermelho em pó, que foi misturado à água da luxuosa fonte do Stand de Vendas. Segundo a manifestante Tâmara, a água vermelha simbolizaria melhor o sangue indígena derramado e todo o sofrimento causado em nomes dos lucros de P.O. e seus asseclas no Setor Noroeste.

Quase ao final do ato, um incidente envolvendo o manifestante David quase impediu o grupo de realizar a ação seguinte que estava prevista, o protesto em frente à residência oficial do vice-governador do DF. Ao atirar vegetais contra o stand, o militante esbarrou e derrubou um vaso com um pequena palmeira, que adornava a entrada da loja.

Maldosamente, a polícia militar recaiu de pronto e truculentamente contra David, algemando-o e levando-o detido. Apesar de informar aos demais militantes que levaria David para a 2º Delegacia de Polícia, no fim da Asa Norte, a viatura se dirigiu com ele para a Delegacia de Repressão a Pequenas Infrações, no Fórum Leal Fagundes, próximo ao Park Shopping, em outra parte da cidade.

Chegando lá, descobriu-se que o delegado responsável estava em casa, dormindo. As empresas de P.O. também não enviaram representantes legítimos, de forma que David foi liberado depois de algumas horas.

Após uma breve pausa para deliberação, o grupo decidiu se dirigir então à residência oficial do vice-governador do DF, com a intenção de manter a programação do dia e protestar contra o governador interino do DF, Paulo Octávio.

Logo após chegarem ao local, os manifestantes observaram estupefatos a ação da Polícia Militar, que fechou a rua com cones, segundo eles, para evitar a chegada de novos manifestantes. Por volta das 17h30min o circo já estava armado: uma fileira de policiais fazia um cordão de isolamento em frente à residência oficial.

Inicialmente, os manifestantes desejavam atear fogo a um monte de faixas (aliás, colocadas de forma irregular pelos canteiros de Brasília) de anúncio de apartamentos no Setor Noroeste, em frente à residência oficial. Entretanto, um dos policiais grosseiramente tomou a garrafa de álcool que seria usada na operação, de forma que as faixas não puderam ser queimadas.

Os manifestantes então acharam por bem rasgar as faixas, com cujos destroços escreveram no chão a frase “Fora P.O!”. Antes das 18h estava tudo acabado em frente à casa de P.O, e os militantes tiveram ocasião de apreciar a final da taça Guanabara, na qual o Botafogo sagrou-se bi-campeão sobre o Vasco da Gama.

por André Shalders

Ambientalistas protestam contra empreendimento imobiliário no Setor Noroeste-Faroeste

janeiro 19, 2010

Artigo por André Louvem Shalders para o Sindicato dos Bancários do DF.

Um grupo formado por estudantes, ambientalistas e militantes de movimentos sociais realizou na segunda (18) um protesto contra a construção do novo bairro de alto luxo de Brasília, o Setor Noroeste [Faroeste]. A concentração dos manifestantes começou às 11h em frente à central de vendas do Setor Noroeste, na 208 norte. Por volta de meio dia havia cerca de 50 pessoas na manifestação. Um grupo de ativistas trouxe algumas sacolas de refugo de uma feira próxima. Às 12h 30 os vegetais podres e os ovos começaram a voar contra as paredes do luxuoso stand de vendas. Faixas que anunciavam apartamentos no novo bairro foram recolhidas pela cidade e queimadas em frente ao stand.

Um pouco antes das 13h, o grupo se dirigiu em carreata ao canteiro de obras do Setor Noroeste. Lá, os manifestantes se dividiram em grupos e pararam várias das máquinas que faziam o trabalho de devastar a área de cerrado virgem da Reserva do Bananal. Dentro da área da reserva, existem 58 hectares que são considerados legalmente como zonas intangíveis, ou seja, que não poderiam sofrer qualquer tipo de alteração. Quatro desses 58 hectares já foram devastados, apesar da decisão da Justiça Federal, no dia 24/11 de 2009 de que todas as intervenções da Terracap na área da Reserva fossem suspensas. A empresa Basevi, que executou a destruição, foi multada em apenas 250 mil reais.

“A destruição do cerrado na área do Setor Noroeste trará graves problemas para o abastecimento de água em Brasília. A impermeabilização do solo, por conta das construções, prejudicará a função da área de recarga de um aqüífero que existe ali sob o solo. Além disso, o bairro acabará por sobrecarregar as estações de tratamento de esgoto, (ETE’s) que atualmente desembocam no Lago Paranoá”, sustenta a bióloga e ambientalista Denise Paiva, presente no protesto. Ambientalistas apontam ainda que a remoção da cobertura vegetal contribuirá para o aumento do processo de assoreamento da Bacia Hidrográfica do rio Paranoá.

Além dos impactos ambientais e urbanísticos (como a piora do trânsito em toda a Asa Norte), a construção do Noroeste pressiona as etnias indígenas que ali vivem em torno no Santuário dos Pajés, local considerado sagrado por eles. O cacique Korubo, considerado uma liderança espiritual do Santuário, passou nove meses desaparecido, fugindo das ameaças de morte feitas por pistoleiros, que segundo ele, eram contratados pela Terracap. Korubo voltou ao santuário apenas no dia 4 de janeiro de 2010. A casa do índio Towê, próxima ao Santuário, foi alvo de um incêndio (apontado por laudo da PF como criminoso) no dia 30 de março de 2009.